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Artigo: Educomunicação e Memória: tecnologias sociais que produzem encruzilhadas e possibilitam escutar vozes silenciadas e sonhar outros mundos possíveis
Este artigo “Educomunicação e Memória: tecnologias sociais que produzem encruzilhadas e possibilitam escutar vozes silenciadas e sonhar outros mundos possíveis” (2025), escrito por Gabriel Razo da Cunha, discute como o encontro da tecnologia social da educomunicação e a Tecnologia Social da Memória (Museu da Pessoa) pode capacitar vozes silenciadas e contribuir para a inclusão das populações historicamente vulnerabilzadas em debates sobre justiça ambiental, crise climática e outras pautas socioambientais. Foi a partir do estudo de caso do projeto Vozes Daqui de Parelheiros e da sua série audiovisual Memórias de Parelheiros: guardiãs e guardiões da vida. O artigo foi lançado como parte da “1ª Conferência Internacional de Tecnologias Sociais da Memória” (2025), e da 12ª Conferência Internacional de Digital Storytelling, que propõe reflexão sobre o papel das tecnologias sociais da memória inspirando ações e transformações. Intitulado “Vidas, Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas”, a conferência híbrida reuniu nomes que são referência mundial em memória, tecnologias sociais e cultura. É uma realização do Sesc, StoryCenter, Museu da Pessoa, Ministério da Cultura e Governo Federal. Conta com o patrocínio do Mercado Livre e 3M.

Posfácio – Museus em movimento para seguirmos voando juntos
Posfácio por Bel Santos Mayer | Página 235 | O posfácio reflete sobre a ampliação do conceito de museu a partir das experiências reunidas no livro Museus, sujeitos e territórios em diálogo (Org. Andrea Rabinovici e Ilana S. Goldstein), destacando práticas museológicas construídas por povos indígenas, comunidades periféricas, tradicionais e territoriais. Em vez de instituições centradas em objetos e narrativas hegemônicas, esses museus são apresentados como processos vivos, coletivos e enraizados nos territórios, que valorizam memórias, saberes e fazeres historicamente marginalizados.

Atenção plena no trabalho de parto, parto e nascimento em comunidades periféricas
Por Ana Paula Silva Martins, Rosely Erlach Goldman, Flávia Cristiane Kolchraiber, Carla Marins Silva, Maria Cristina Gabrielloni, Káren Mendes Jorge de Souza. Objetivo – Compreender a experiência do trabalho de parto, parto e nascimento, com ênfase na autocompaixão e no protagonismo feminino, após vivências no Programa de Meditação e Compaixão com abordagem cognitiva (CBCT®) e identificar desafios e potencialidades na aplicação deste treinamento em comunidades periféricas. Métodos – Pesquisa qualitativa do tipo análise de narrativa foi desenvolvida na periferia de São Paulo, SP, entre setembro de 2021 e dezembro de 2022. Foram entrevistadas seis mulheres que participaram do CBCT durante a gestação e sete mulheres do coletivo “Mães Mobilizadoras”. Foi usada análise de conteúdo temática com auxílio do software Atlas.ti.

A Periferia Pelo Jornalismo: Uma Análise de Conteúdo das Matérias Jornalísticas Que Referenciam Parelheiros em 2023
Por Gabriel Razo da Cunha e Claudia Lago. Este artigo analisa como o jornalismo narra a periferia, território ocupado por populações pobres, racializadas, excluídas das metrópoles brasileiras. Para isso, investiga matérias jornalísticas sobre Parelheiros ou que referenciam o território, região periférica da cidade de São Paulo, Brasil, publicadas em 2023. Utiliza-se a técnica da análise de conteúdo. Foram analisadas 55 matérias publicadas online nesse período em 10 veículos jornalísticos, entre eles Globo.com, Metrópoles e Folha de S. Paulo. Ainda, analisa e problematiza como o princípio da objetividade e os valores-notícia afetam a cobertura das periferias. Os achados destacam a falta de aprofundamento em pautas relevantes para esse território periférico.