Bel Santos Mayer n’A Feira do Livro de São Paulo: memória viva, saberes negros e caminhos para a transformação

Nos dias 21 e 22 de junho, a coordenadora geral do IBEAC, Bel Santos Mayer, participou d’A Feira do Livro de São Paulo em dois encontros marcantes, que celebraram a força das narrativas negras para a transformação, memória e futuro.

Memória viva: narrativas negras entre o passado e o futuro

Na sexta-feira (21), Bel integrou uma mesa especial ao lado da escritora Silvana Jeha, com mediação de Dolores Prades. O tema da conversa — Memória viva: narrativas negras entre o passado e o futuro — propôs um mergulho nas potências da oralidade, da ancestralidade e das resistências negras como formas de (re)existência.

O encontro foi um convite ao cuidado com as memórias que carregamos e ao compromisso com os futuros que queremos construir. Ao fim da mesa, Bel autografou o livro Parelheiros: Idas e Vi(n)das – Ler, viajar e mover-se com uma biblioteca comunitária, obra que reúne histórias de mobilidade, leitura e pertencimento da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, na região sul de São Paulo.

Sueli Carneiro como caminho pedagógico

No sábado (22), Bel Santos Mayer assumiu a mediação de uma conversa com a escritora Cidinha da Silva, que lançou na Feira o livro “Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior – 81 lições do método Sueli Carneiro”, publicado pela Editora Rosa dos Tempos.

A obra celebra os 75 anos de Sueli Carneiro e apresenta, em formato de pequenas lições, a profundidade ética, filosófica e política de uma das maiores intelectuais brasileiras. A conversa foi uma aula aberta sobre educação antirracista, pensamento negro e justiça social — valores que orientam as práticas do IBEAC e tantos coletivos que atuam por um mundo mais justo.

Presente e futuro se entrelaçam

A participação da Bel na Feira reafirma a importância de ocupar os espaços do livro e da leitura com vozes que vêm dos territórios, das lutas e dos saberes comunitários. Contar nossas histórias é um ato político.

A todas, todos e todes que estiveram presentes: nosso muito obrigado por seguirem construindo, conosco, essa memória viva.

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